Publicado em 18 de junho de 2026 | Por AG Consultoria
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A Reforma Tributária segue em fase de regulamentação e continua movimentando diferentes setores da economia brasileira. Nesta semana, o destaque ficou para a indefinição das regras do Imposto Seletivo (IS) aplicado ao setor automotivo, além das discussões no Congresso Nacional e das reações do mercado diante das mudanças previstas no novo sistema tributário.
A ausência de definições sobre alíquotas, critérios ambientais e cronograma de implementação mantém empresários e investidores em estado de atenção, principalmente aqueles que dependem de planejamento de longo prazo.
A AG Consultoria acompanha os principais desdobramentos da Reforma Tributária e analisa os impactos para empresas da Paraíba e de todo o Brasil.
Setor automotivo: Imposto Seletivo ainda gera incertezas
Falta de definição preocupa montadoras
O setor automotivo permanece aguardando a regulamentação definitiva do Imposto Seletivo sobre veículos.
Sem a definição das alíquotas e dos critérios técnicos que serão utilizados, fabricantes encontram dificuldades para projetar investimentos, precificar novos modelos e estruturar seu planejamento tributário.
Em entrevista ao podcast Tax Capital, André Fernandes, Head of Tax da Renault, resumiu o sentimento do setor:
“A insegurança que a gente vive é porque ainda não há clareza sobre qual percentual esse imposto poderá alcançar.”
Essa indefinição impacta diretamente decisões estratégicas de médio e longo prazo.
O papel do IPI Verde
Parte da tributação deverá seguir a lógica do chamado IPI Verde, política que utiliza critérios ambientais para diferenciar a carga tributária entre veículos.
Na prática, fatores como:
- emissão de poluentes;
- eficiência energética;
- sustentabilidade dos materiais;
- impacto ambiental;
passam a influenciar a tributação, deixando de considerar apenas características tradicionais, como potência ou cilindrada.
Embora essa diretriz esteja relativamente consolidada, ainda existem dúvidas sobre quais requisitos serão exigidos para que veículos considerados sustentáveis recebam tratamento tributário diferenciado.
Segundo André Fernandes, permanece a seguinte preocupação:
Será que os requisitos ambientais permitirão, na prática, uma neutralidade tributária para veículos sustentáveis?
Essa resposta ainda depende da regulamentação definitiva.
Calendário eleitoral pode adiar definições
Outro fator que aumenta a preocupação do mercado é o calendário político.
Especialistas apontam que a regulamentação completa do Imposto Seletivo poderá ficar para depois das eleições de outubro.
Caso isso aconteça, empresas terão um período reduzido para adaptar:
- políticas comerciais;
- estratégias de investimento;
- planejamento tributário;
- formação de preços;
- renovação de frotas.
Quanto menor o prazo entre regulamentação e vigência, maior tende a ser o custo de adaptação.
O que isso significa para as empresas?
Independentemente do segmento, a principal lição é clara:
a Reforma Tributária exige planejamento antecipado.
Empresas ligadas ao setor automotivo deverão acompanhar atentamente dois movimentos:
- Veículos enquadrados como de maior impacto ambiental poderão sofrer aumento de carga tributária por meio do Imposto Seletivo.
- Empresas que possuem frotas próprias ou dependem de veículos em suas operações precisarão revisar custos, investimentos e estratégias assim que as alíquotas forem oficialmente publicadas.
Quem já trabalha com planejamento tributário estruturado tende a responder mais rapidamente às mudanças, reduzindo riscos financeiros e preservando sua competitividade.
Como a AG Consultoria pode ajudar
A Reforma Tributária representa uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas.
Mais do que acompanhar notícias, empresários precisam compreender como essas alterações impactam sua operação, seu fluxo de caixa e suas decisões estratégicas.
A AG Consultoria acompanha diariamente a regulamentação da Reforma Tributária para oferecer análises técnicas, planejamento tributário e suporte na adaptação ao novo cenário.
Planejamento não elimina mudanças. Mas reduz riscos e transforma incerteza em estratégia.